Moto elétrica ou a gasolina/etanol – vantagens e desvantagens de cada motor


Saiba quando compensa você adquirir uma moto elétrica no lugar de uma movida a gasolina.

Devido à alta recente dos combustíveis, muitas pessoas têm buscado alternativas. O cenário em questão se tornou ainda mais acentuado com a escassez de combustível no mundo, de modo que a preocupação dos consumidores vem crescendo consideravelmente. Assim, uma solução que tem emergido para este problema são as motos elétricas, frequentemente lembradas como alternativa.


Ainda no ano de 2021, o preço dos combustíveis já estava disparado. Nesta época, um aumento de 68,4% no emplacamento de scooters e triciclos elétricos acabou acontecendo. Assim, foram registradas 1615 unidades de ciclomotores. Este valor representou um crescimento em relação ao ano anterior, no qual foram registrados 959 emplacamentos. Pouco ainda.


Os dados em questão foram obtidos através da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Entretanto, ainda existem questionamentos a respeito se compensa ou não investir nesse tipo de veículo.


Primeiramente, é interessante destacar que uma scooter elétrica tem preço variável. Este valor está condicionado a questões como o fabricante e a potência do veículo em questão. Atualmente, grande parte das comercializadas no Brasil pertencem às marcas chinesas e é possível encontrar modelos cujos preços oscilam entre R$6,9 mil e R$20 mil. É possível afirmar que estes preços estão bem abaixo da média quando se pensa a respeito do que seria necessário investir na aquisição de um carro. Nos dias de hoje, um veículo desse tipo zero quilômetro chega a superar os R$70 mil.


É interessante também destacar um estudo recente realizado pela Emotive, o Programa de Mobilidade Elétrica da CPFL. De acordo com os dados levantados, os elétricos são capazes de proporcionar ao consumidor uma economia expressiva, que pode ultrapassar a marca dos 80% quando são colocados em comparação com os tradicionais.

Desse modo, para fazer uma comparação mais direta, o Economia UOL considerou uma scooter cuja potência seja de até 2000 Watts. A moto em questão é vendida pelo valor de R$11 mil, quantia que está dentro da média de mercado atual. Em termos de autonomia de bateria, o veículo em questão possui entre 30 e 45km.Entretanto, é importante pontuar que essas questões são variáveis e estão condicionadas a fatores como a aceleração.

Logo, se uma moto com 2000 Watts consome 2kW de energia por cada hora de funcionamento e o valor do kWh na cidade de São Paulo é de R$ 0,594 de acordo com os dados da ANEEL, uma scooter é capaz de consumir quando está conectada à tomada, em média, R$1,18 a cada 2 horas de funcionamento. Desse modo, se o usuário precisasse usá-la por cerca de 15km ao dia, considerando um trânsito pesado onde fizesse a média de apenas 7,5km/h, ele pagaria R$1,19 por dia de uso.

Caso os finais de semana sejam inclusos nessa conta, tomando como base a mesma distância, tem-se um percurso total de 450km por mês. Então, ao multiplicar o custo diário da scooter pelo número de quilômetros rodados ao longo do mês, tem-se o custo médio de R$35,70 gastos em energia elétrica para recarregar a motocicleta.

Quando este valor é comparado com os gastos de carros, considerando a mesma distância diária, tem-se a necessidade de 30 litros de gasolina. Logo, o investimento seria de R$191,64 por mês em combustível, um valor que ultrapassa em cinco vezes o gasto com a recarga da motocicleta.

Desse modo, o aumento nas vendas das scooters se justifica bastante. O cenário atual é bastante benéfico para o uso deste tipo de veículo e isso deve permanecer dessa maneira enquanto durar a escassez, visto que o preço do petróleo deve continuar passando por momentos de instabilidade. Assim, alguns especialistas em veículos automotivos consideram que este fator funcionará como um estímulo para que as pessoas invistam cada vez mais em veículos elétricos, visto que eles representam uma boa economia.



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