Pode Fazer Blindagem em Carro Elétrico?



Saiba aqui se é possível fazer a blindagem de carros elétricos.

A vida moderna nos proporciona muitos confortos e praticidade, porém, duas questões espinhosas estão presentes na atualidade: meio ambiente e segurança social.

Condensando as duas questões em uma, a pauta aborda o seguinte tema: é possível blindar um modelo de veículo elétrico?



Os especialistas explicam que sim, mas são necessários cuidados extras, que devem ser rigorosamente observados, na hora de instalar a blindagem. Carro elétrico é diferente de carro movido a combustível fóssil. Entretanto, explicam os mesmos especialistas, nos tipos de materiais que podem ser utilizados no processo de blindagem, existem características que até ajudam a beneficiar a estrutura do automóvel elétrico. Este tipo de proteção está sendo utilizado nesses modelos de veículos, em território brasileiro, no caso, a organização Stuttgart, regendo uma ampla rede de concessionárias da Porsche, comercializa a versão Taycan já munida da blindagem à prova de balas, produzida pela companhia BSS.

De acordo com o método de proteção, um detalhe de extrema importância é o devido cuidado com o sistema de alta tensão, que deve ser desligado antes de se iniciar o desmonte da cabine, para que as chapas e demais materiais de blindagem possa ser seguramente instalados. Um dos especialistas explicam os cuidados imprescindíveis que precisam ser tomados nesse processo, e é por isso que se tornou líder no comércio do segmento em quase toda a América Latina da DuPont.



Conforme as informações angariadas, a empresa citada é detentora da patente do Kevlar, que é o título comercial da chamada poliamida aromática, que constitui um material, entre os mais importantes, para blindagem de automóveis.

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O procedimento para a desativação é efetuado por meio da própria concessionária, antes de o automóvel ser encaminhado para a empresa que realiza a blindagem. Entretanto, este mesmo procedimento pode ser realizado pelos profissionais da companhia que vão instalar proteção balística. Esta fase adicional, entretanto, faz acrescentar no valor do trabalho de blindagem e abrangem, também, outra dificuldade própria deste trabalho: se o automóvel não pode ser acionado, todo o deslocamento do mesmo, ao longo do trabalho de instalação da proteção, é realizado sobre uma esteira rolante, exigindo que os profissionais empurrem o veículo desligado para lá e para cá.

Existe outro ponto que pode ser considerado crítico nos modelos elétricos ou híbridos, ou seja, a condutividade de suas carrocerias, embora, até nesse quesito a instalação da blindagem seja mais benéfica. O material de Kevlar não constitui um condutor de eletricidade, sendo muito utilizado, também, como uma espécie de isolante em variadas aplicações. No processo de construção da proteção balística é adicionado outro tipo de material nos veículos: uma estrutura que opera como “autoretardante” em caso de chamas, portanto, qualquer incêndio terá dificuldade de se alastrar pelo automóvel, dado que não há combustível inflamável para alimentar o fogo.

E esse tipo de característica da proteção garante mais uma vantagem, dado que, embora não contenha líquido inflamável, os carros elétricos estão equipados de baterias em íon-lítio, que é extremamente inflamável e perigoso (quando em chamas se torna difícil seu controle), e essa característica é a de que a blindagem também protege essa parte do veículo, evitando perigos. As baterias dos modelos elétricos são instaladas nos assoalhos dos mesmos, onde, geralmente não se aplicam proteção, mas, no caso aqui, a blindagem também ajuda a isolar os acumuladores de energia que são as baterias, no geral.

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O procedimento de desligar e religar o automóvel elétrico após a instalação da blindagem é quase o mesmo, em relação aos modelos mais tradicionais. O cuidado que se acrescenta, no caso dos elétricos, depois de blindados, está em observar o peso, dado que os vidros, as chapas e as mantas para isolamento e proteção chegam a acrescentar 200 quilos ao peso oficial do veículo, sobretudo os modelos elétricos que são mais pesados.

Paulo Henrique dos Santos

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