Fim do Simulador de Direção nas Autoescolas





Medidas devem diminuir a burocracia na hora de tirar a CNH e diminuir em média 15% o custo para se habilitar. O uso do simulador passa a ser facultativo

O Governo Federal decidiu retirar das aulas para expedição da CNH (Carteira nacional de Habilitação) a obrigatoriedade do uso de simuladores. A medida, anunciada por Tarcisio Freitas, ministro da Infraestrutura, foi aprovada no último dia 13 de junho de 2019, durante a realização da primeira reunião do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Entre outras decisões, o Contran também diminuiu o número de aulas práticas para tirar a habilitação da categoria B de 25 para 20 horas.

Na avaliação do ministro, o simulador não apresenta eficácia comprovada, já que não existe qualquer demonstração que a utilização do equipamento é importante para formação do condutor. Segundo ele, existe exemplo de diversos países no mundo que o simulador não é obrigatório e também em países que apresentam excelentes níveis de segurança no trânsito, que o equipamento também é obrigatório. “com isso acredito que a não utilização do simulador trará prejuízo para a formação do condutor”, disse Tarcísio.




Segundo o ministro, o uso de simuladores deixa de ser obrigatório e passa a ser facultativo. Com isso, as aulas nos simuladores será uma opção do aspirante a habilitação de fazer ou não. No caso, se julgar que é preciso fazer para sua formação ou não se sentir seguro em partir para a aula prática sem os simuladores, poderá optar por fazer.

Nova regra para número de aulas práticas com ou sem o simulador

A nova regra deverá entrar em vigor em um prazo de 90 dias. Com a nova regra, o futuro condutor será obrigado a fazer 20 horas de aula prática e, no caso, se for optar para o uso do simulador, terá que fazer 15 horas de aulas práticas, além de 5 horas no equipamento simulador.


Com a retirada da obrigatoriedade do simulador e a diminuição das aulas práticas, o ministro estima que haja uma redução de 15% no preço cobrado ao aspirantes a motorista nos centros de formação de condutores. Além disso, a medida deve reduzir a burocracia na retirada da CNH.

Outro ponto destacado pelo Ministro é que os centros de formação de condutores que ainda não tinham o equipamento agora não vão precisar arcar mais com esse custo e adquirir. Com isso, também teria um custo maior na carteira. “Os custos nas aulas de simuladores são diferenciados, no entanto, com a medida conseguimos estimar 15% na redução dos valores para retirada da CNH. Pensamos que o mercado em breve deve definir isso”, explica Tarcisio.

Mudanças nas Placas do Mercosul

Outras mudanças, o Contran confirmou as mudanças, que devem entrar em vigor até o final de 2019, que serão realizadas nas placas do Mercosul. As mudanças nas placas do Mercosul ainda passam por ajustes técnicos e o prazo para a implantação do novo modelo no Brasil, que era para ser implantado no dia 30 de junho de 2019, foi adiado.

As principais mudanças nas placas do Mercosul são: a adoção de um QR Code e a eliminação de elementos gráficos. O QR Code funciona como uma espécie de código de barra que poderá ser ativado por celulares com câmeras, entre outros equipamentos. O código trará informações sobre o veículo como onde foi produzida a placa, a origem (estado) onde a placa foi encaminhada, qual o veículo emplacado, entre outras informações.

Jerry Dias, diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), destaca que o intuito do código de identificação é garantir aos usuários mais segurança na identificação do veículo, que reduzirá os riscos de clonagem de veículos. “Com o código vamos conseguir saber qual empresa fez a placa, onde a placa foi produzida, qual veículo ela está e para que local foi encaminhado”, explica Jerry.

Adoniran Peres



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