Seguro de Carro x Proteção Veicular – Cuidados na Contratação do Serviço





Saiba aqui se vale a pena trocar o seguro do carro pelo serviço de proteção veicular.

Cada vez mais pessoas estão procurando nos aplicativos como Uber, 99, Lady Driver, etc. como fonte de renda extra. No entanto, isso pode gerar vários problemas, sendo que um deles tem a ver com a substituição da apólice do seguro por uma proteção veicular.

A questão é que, se o seguro do carro for contratado na categoria de uso comercial, o valor pode ser até dobrado. Em uma pesquisa feita no ano de 2018 no site Comparaonline, houve um salto de 25% no valor de seguro para a classe comercial, sendo que automóveis classificados como passeio sofreram um aumento de apenas 5%. Uma das razões disso acontecer é que o motorista de aplicativo está correndo mais riscos do que alguém que dirige a passeio.




Motoristas de aplicativo reclamam que é preciso aumentar as horas no volante para arcar com os custos do seguro. Algumas vezes, o aumento pode ser maior do que R$1.000,00. Por isso, apareceu uma alternativa que, aparentemente é mais econômica: associação de proteção veicular. Nele, as pessoas que possuem o mesmo interesse se unem na divisão dos custos do seguro. Tanto a Constituição quanto o Código Civil não só permitem esta prática como a regulamenta.

No entanto, apenas as seguradoras que tiveram autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão federal responsabilizado pela fiscalização das seguradoras, têm autorização para comercializar o seguro. Seguradoras que não estão ligadas à Susep não estão, de fato, vendendo seguros aos seus clientes.


Motoristas de aplicativo que afirmam que a preferência pela proteção veicular está no fato de que, além do preço ser mais barato, ainda não há muitas seguradoras que possuem apólices Uber, 99, etc. No entanto, as desvantagens e prejuízos podem ser maiores do que as vantagens: há, por exemplo, “maquiagem” de benefícios no ato da assinatura do contrato, o que pode comprometer o uso de todos os recursos do seguro como o guincho, veículo reserva e serviços de reparos e mecânica do veículo.

Além disso, outro problema que pode acontecer é que as negociações, feitas entre o estabelecimento responsável pelo conserto do veículo após um acidente e a responsável pela proteção veicular, acabam demorando bastante e, com isso, o motorista de aplicativo pode acabar ficando dias, semanas ou até meses sem trabalhar. O pior é que, mesmo após o carro ser devolvido, pode haver ainda mais prejuízos como defeitos e falhas que não haviam antes: banco rasgado, peças soltas, etc.

Na teoria, proteção veicular deve estar com todos os termos esclarecidos e o cliente deve aceitar, caso contrário, novas negociações devem ser feitas até que haja um acordo entre ambas as partes. No entanto, muitas vezes, a associação de proteção veicular omite informações não só nos benefícios informados no contrato como no processo de consertos e demais serviços.

O maior problema é que não há fiscalização e, com isso, o motorista de aplicativo corre um grande risco de, em uma situação de sinistro, não adquirir o dinheiro. Ademais, as associações podem se desfazer e ainda a carteira de associação pode ser vendida para uma terceira empresa sem aviso prévio.

Diversos profissionais como advogados e especialistas em seguro não aprovam e não recomendam a associação de proteção veicular. Se o motorista de aplicativo quiser arriscar, é recomendado que ele fique atento ao lastro das finanças da organização que ele deseja contratar. No entanto, para quem não quer arriscar, mas que deseja economizar, alugar um veículo que já tenha seguro pode ser a melhor alternativa.

Muitas vezes, o mais barato aparece como a melhor opção. No entanto, na hora que realmente precisa, pode ser que essa alternativa econômica deixe a desejar, especialmente em serviços de reparo após acidentes. Portanto, sempre analise a empresa que deseja contratar.

Por: Jéssica Lima Cochete



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