Fim do Ford Fiesta no Brasil




Modelo deixará de ser fabricado no país após 24 anos.

Uma notícia triste para a os amantes das melhores marcas de carros. Há mais ou menos dois meses, foi anunciada a suspensão definitiva das atividades da unidade de produção da Ford, na cidade São Bernardo do Campo.

O fechamento desta sede da multinacional colocou um ponto final em toda fabricação de modelos na linha de caminhões (neste caso, era a única no planeta), além de finalizar com o Fiesta Hatch, o qual era produzido apenas naquela unidade.


Este fato se deu devido a um resultado fraco em termos de vendas, dado que o Fiesta fez refletir esse recuo. Durante o último ano foram comercializadas em torno de 14.505 unidades, ao passo que o Ford Ka atingiu o nível de 103.286 unidades.

Esta perda de terreno, no mercado automobilístico, em relação ao Hatch, é o resultado de um longo processo decadente em termos de investimentos, dado que a companhia reduziu os custos da produção deste veículo, o que o tornou menos consistente e atraente. Na Europa o modelo Fiesta foi agraciado com nova geração, que o impulsiona, mas no Brasil, os líderes da companhia decidiram recorrer ao expediente de nova estilização, de modo discreto, operada sobre o atual modelo.

Entretanto, embora esteja sendo definitivamente suspensa a sua produção, este carro já se torna uma referência histórica em território nacional. Trata-se do primeiro modelo (no caso, o pioneiro) a estar munido de tecnologias diversas, enxertadas pela companhia, com a devida vênia da Ford, de modo a produzir um novo segmento de alto comércio no Brasil.


A seguir, seguem algumas atribuições de algumas versões deste veículo, que popularmente chegou a ser conhecido como um tipo de carro comparável a uma geladeira, no caso, o chorão.

A estreia do modelo Fiesta no Brasil se deu no ano de 1995, diretamente importado da Espanha. Este tipo Hatch, quando aqui desembarcou, estava sendo produzido em sua terceira geração, ou seja, o bonde literalmente, já estava andando quando o nosso país o pegou. Naquele ano as versões eram de duas e quatro portas. Chique.

Os especialistas explicaram que este veículo seria alterado, de modo a ser aperfeiçoado na sua quase totalidade, o que deixa bem claro a decisão posterior de suspender sua produção. O motor que o equipava já estava, segundo os mesmos especialistas, ultrapassado, sendo ele o chamado Endura, de 1.3, apresentando fraco desempenho de 60 CV.

Entretanto, somente três anos mais tarde, a partir de 1995, os líderes e engenheiros da Ford iniciaram as atividades. Deste modo, saiu, no final da década de 90, a nova versão do Fiesta munida de faróis arredondados, que logo renderam a alcunha de Chorão.

Assim, nasceu a quarta geração deste modelo, que estava mais bem equipada, dispondo e duas alternativas em termos de motorização. Embora tenha mantido o motor tipo Endura, dentro da 1.3, ele contou com o motor 1.0, que entrega desempenho de 51,5 CV.

Em sua versão Top de Linha, temos o CLX, equipada com um motor de maior potência, que era o ainda moderno Zetec 1.4 16V, entregando um bom desempenho de 88,8 CV. No ano de 1998 o modelo Fiesta começou a ser equipado com sistema de Airbag duplo, sendo uma especificação opcional. Item de luxo há vinte anos.

A partir do ano de 2000 foi produzida uma novidade, que consistiu em nova configuração do Fiesta nacional. Neste caso, se tratou de um veículo e design tipo New Edge, ou seja, munido de faróis angulosos, que resultaram em outra alcunha: desta vez, o popular gatinho.

Deste modo, o Fiesta Gatinho chegou no momento de nacionalização e atualização sobre a mecânica, no caso, sobre os motores Zetec.

Vale a pena conferir esta história.

Paulo Henrique dos Santos

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