Postos com Combustível serão informados pelo Waze

Nova funcionalidade é disponibilizada a pedidos dos usuários.

A partir de agora é possível descobrir em qual posto de gasolina há combustível disponível usando o Waze. O aplicativo de localização pede que os usuários cadastrem se há ou não disponibilidade da álcool, gasolina ou diesel nos postos disponíveis no mapa da plataforma.

Para alertar sobre a novidade, os mais de 9 milhões de usuários receberam um alerta da empresa. “Ajude sua comunidade a achar combustível”, diz a mensagem no Waze.

A iniciativa se deu após a greve dos caminhoneiros, que deixou a maior parte do país sem combustível no último dias.

Os postos que ainda contavam com gasolina ou álcool tinha filas quilométricas. Quem conseguiu, abasteceu o tanque todo, mas muitos já estão sem nada nos carros.

Em algumas cidades, na esperança de chegar algum caminhão com combustível no posto, muitos donos de veículos acabaram dormindo nas filas.

Com essa facilidade do aplicativo Waze, os usuários mesmo irão atualizar os dados, em um sistema colaborativo. Por exemplo, se hoje um posto está sem nenhum combustível, um motorista vai e marca ele na plataforma. No dia seguinte, se outra pessoa passa pelo posto e vê que ele está abastecido, lança um alerta de que lá é possível adquirir combustível.

A ferramenta já oferecia, desde janeiro de 2018, a oportunidade de o motorista encontrar o posto de gasolina mais próximo de onde estava. No app é possível encontrar os valores dos postos e a distância de cada um deles.

Entenda a greve dos caminhoneiros e a falta de combustível

A alta constante do diesel e a falta de resposta do governo fez com que os caminhoneiros parassem e, consequentemente, o Brasil parasse. Com o transporte de cargas feitos, em sua maioria, pelas estradas, o trabalho deste profissional é essencial para que alimentos, insumos agrícolas, combustíveis e outros itens, sejam deslocados pelo país.

Boa parte dos que fazem esse transporte trabalha como autônomo e a constante alta do combustível vinha tornando o trabalho impraticável. Desde outubro de 2017 os caminhoneiros estão tentando contato com o Governo Temer, sem resultados.



Depois de muita tentativa, eles decidiram parar. O movimento de greve foi organizado por aplicativos e começou no dia 21 de maio. Os caminhoneiros pararam ,fecharam estradas e só permitiam que medicamentos, cargas vivas, carros de passeio e materiais hospitalares passassem.

Todos os caminhões, incluindo os que transportam combustíveis para aeroportos e postos de gasolina, ficaram parados. A greve seguiu sem que o governo se pronunciasse. Pouco a pouco, os materiais pararam de chegar na cidade e os postos foram esvaziando.

Apenas no dia 24 de maio, o governo fez uma reunião e tentou acordo, mas só conversou com alguns sindicados, deixando a Associação de Caminhoneiros, que representava os que estavam parados, fora do acordo. O resultado foi a continuação da greve.

O combustível acabou na maioria dos postos, em vários aeroportos e alguns caminhões estão sendo escoltados para que cheguem com combustível para carros públicos e aeroportos.

A greve dos caminhoneiros entra em seu oitavo dia. Dentre as diversas reivindicações da classe estão a extinção da cobrança de pedágios para eixos erguidos, revisão na política de preços dos combustíveis da Petrobras, redução do peso de tributos sobre o óleo diesel e, consequente, a diminuição do preço.

As negociações continuam. Embora algumas estradas tenham sido liberadas e o governo tenha cedido em vários item de reivindicações, os trabalhadores ainda seguem em greve em todo o Brasil.

Com isso, mesmo com o trânsito livre, a falta de combustível faz com que o movimento nas estradas seja baixo. Nas cidades, além de etanol, diesel e gasolina, a população sente a falta de alimentos perecíveis, gás de cozinha, entre outros.

Por Milena Godoy





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