Aumento no Percentual de Etanol na Gasolina



Combistível deve ganhar acréscimo de 40% de Etanol em sua composição até 2020.

Nos últimos dias, jornais de todo país veicularam a informação de que o atual governador da república, Michel Temer, tem o interesse de assinar um decreto que pretende, até o ano de 2030, aumentar a proporção de etanol, em até 40%, na mistura de gasolina.

A notícia tem sido recebida por economistas, ambientalistas e cidadãos em geral, de forma bastante controversa e polêmica. Isso porque, se a medida for realmente levada até o fim e, dessa forma, executada, haverá um conflito de interesses muito intenso.



Para quem não sabe, o etanol, nos últimos anos tem sido uma opção de escolha muito utilizada entre os condutores de diversos veículos. O motivo parece óbvio, tendo em vista que é necessário somente levar em consideração o cenário econômico atual que o Brasil está inserido.

Quem faz o uso de veículos motorizados diariamente, sente no bolso os agravantes da instabilidade econômica do país, já que, a gasolina, por ser um derivado do petróleo, sofre bastante com as variações do mercado. Sendo assim, parece que o litro de gasolina sobe cada vez mais e deve continuar subindo ao longo dos meses. Por outro lado, o preço do etanol ainda se mantém constante e não sofre com as mesmas variações da gasolina, uma vez que é um biocombustível que tem origem na cana-de- açúcar.

Desse modo, de imediato, é necessário levar em consideração que o presidente Michel Temer sofre uma pressão internacional para diminuir o número de gases estufa. Vamos entender o contexto histórico: no ano de 2015 aconteceu a Conferência de Paris, que fez com que o Brasil tomasse alguma posição em relação à emissão de gases poluentes à atmosfera. Em Paris, vários países de diversas partes do planeta discutiram a importância de adotar ações sustentáveis que fossem viáveis, ou seja, estabeleceram metas que avaliaram serem capazes de conseguir cumprir, sendo a redução de gases estufa emitidos para o ambiente, uma das metas mais importantes e também mais difíceis de ser cumpridas, especialmente para o Brasil, um país essencialmente dependente de recursos combustíveis.



Os gases estufas vão para atmosfera e lá retêm a radiação do Sol , o que, por consequência, acaba causando o aquecimento do planeta Terra, que é chamado de Aquecimento Global. Embora esse assunto tenha sido bastante discutido nos últimos anos, as pessoas e principalmente as autoridades e empresas preferem ignorar o fato de que as consequências desse mal afetam a toda a vida na Terra, isto é, aos animais, natureza e coloca até mesmo a vida humana em risco.

Dessa maneira, se por um lado, o aumento do etanol a mistura de gasolina com certeza é algo positivo para o ambiente e claro, o bem estar dos cidadãos. Por outro lado, os especialistas tentam mostrar as desvantagens e os impactos que essa ação pode trazer para as pessoas que precisam consumir grande quantidade de combustíveis. Isso porque o Brasil ainda não possui uma grande área de plantação de cana-de-açúcar. Dessa forma, a matéria-prima que temos atualmente é suficiente apenas para abastecer as necessidades do mercado interno e exportar o excedente, que é um produto também muito importante nos índices de exportação.

De qualquer forma, esse aumento do etanol que está previsto não deve acontecer de uma hora para outra, isto é, essa elevação nos índices do etanol devem ocorrer até 2030. De qualquer forma, parece que esse é o momento adequado para se planejar e discutir a execução de medidas, com o intuito de que nos próximos anos, a escassez de plantações de cana-de-açúcar sejam suficientes para que tanto o mercado interno, que utiliza o produto para a produção de açúcar, bem como outros produtos, tenha a capacidade de abastecer os pontos de todo o país com o etanol. Mas é claro que contudo, isso aconteça sem que haja o término das exportações, que, no fim das contas, também é muito importante para manter a estabilidade da economia brasileira.

Ana Paula Oliveira Coimbra



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